Amor com Fetiche

7

7/10

Até o momento que escrevo esta resenha este kd é o queridinho da dramaland de 2022 e, atualmente o 8º da Netflix, e o grande sucesso das redes sociais.

Não é à toa que entrou no trading como o mais comentado desde o lançamento e não é por menos. Os protagonistas usam e abusam da sensualidade neste k-drama para maiores de 16 anos e pasmem, apesar do título chamativo, praticamente não existe quase nenhuma cena explícita como no procuradíssimo e para super maiores de idade Flor Congelada. (*sim a coreia produz filmes para maiores).

Os K-dramas são famosos por quase a inexistente cena de beijo ou qualquer intimidade entre os protagonistas, e a receita de bolo é a mesma, o que vale é a tensão romântica entre eles e não o ato como vemos com muita frequência nas produções ocidentais como o atual e quentíssimo Pam & Tommy da concorrente Star +.

O gênero sempre venderá seu peixe e ao contrário (muito ao contrário) do péssimo 365 dias e muito diferente de 50 tons, Seohyun (da banda Girls Generation) e Lee Jun-young  (ex U-Kiss) entregam-se de corpo (ui) e alma nessa história divertida em um BDSM “baunilha” e até comportada onde temos a mulher como símbolo forte em um relacionamento onde ambos descobrem que entre quatro paredes o que vale é o prazer e principalmente o respeito.

Antes de falar sobre a história, vale lembrar que esse filme é de certa forma um passo importante (creio eu), para a dramaturgia sul coreana na plataforma do Tudum, que promete lançar mais títulos originais do gênero inclusive com classificação indicativa superior.

Foi bom ver uma mulher como protagonista e mais ainda o interesse de Ji-woo em oferecer prazer ao tímido Ji-hoo e todo o processo de desembaraço de ambos ao romper os laços preconceituosos da sociedade em meio as práticas do BDSM não somente na Coreia do Sul.

A princípio não existe qualquer envolvimento afetivo e a relação dos dois é exclusiva para o jogo, tanto que não há nenhum beijo como um casal de fato. É claro, que depois de um tempo e seguindo para a linha da comédia romântica, os dois mesmo que em momentos distintos acabam se apaixonando, e como é esperado, cresce a incerteza se aquele sentimento é real ou não, e como um bom romance, tudo acaba bem.

Esse filme é ousado não apenas por falar em BDSM e ter como protagonistas idols do K-Pop, pelas cenas de chicotadas, velas tremulantes, sapatos vermelhos agulha e cenas cheias de closes e (que hoje não é mais novidade), e muito púrpura na paleta, mas por normalizá-lo em uma sociedade conservadora como a sul-coreana onde na maioria apenas vemos tímidos beijos.

 

Roteiro: 8

Direção: 7

Elenco: 9

Fotografia/arte: 8

Potencial de replay: ♥♥♥

 

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Sinopse

Esse filme original da Netflix é baseado no webtoon Moral Sense e conta a história da workholic Jung Ji-woo (Seohyun) e o novato Jung Ji-hoo (Lee Jun-young) são funcionários de uma emissora de TV. Um dia Ji-woo, devido a semelhança de seus nomes, acaba recebendo uma encomenda que era endereçada a Ji-hoo por engano. No misterioso pacote havia uma coleira de couro com tachinhas de alumínio de uma loja especializada em artigos para praticantes do BDSM. Curiosa sobre o assunto, a jovem decide entrar no jogo do rapaz e aprende ser uma dominatrix e a realizar os desejos do companheiro.

ATENÇÃO: AS CENAS BDSM PODEM ATIVAR GATILHOS SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Elenco: Lee Jun-young, Seohyun

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