
5.6
Classificado como 5.6 de 10
Essa série estava na minha lista há anos, e foi graças a um empurrãozinho da minha amiga Paola que finalmente decidi assistir à produção que, segundo ela, era uma comédia imperdível.
Confesso que tenho um gosto bastante variado quando se trata de produções audiovisuais, e o único gênero que realmente evito são os filmes de terror mais modernos. Os antigos eu até apreciava, mas, com o tempo, os jump scares e o foco exagerado no susto acabaram tirando o prazer da experiência.
A comédia, por outro lado, sempre foi um dos meus gêneros favoritos. E muitas das que assisti — e comento aqui no site — me agradaram imensamente, como Mulher Forte Do Bong Soon, A Lenda do Mar Azul, Meu Amor das Estrelas e Chicken Nugget (esta última, com algumas ressalvas).
No entanto, Café Minamdang não me causou a mesma boa impressão. Embora aprecie o humor físico, a série se perde em piadas inapropriadas para o contexto e para os próprios personagens, que frequentemente agem de maneira caricata, infantilizada e sem qualquer coerência narrativa. Em diversos momentos, o humor parece deslocado, mais interessado em provocar risadas fáceis do que em contribuir para o desenvolvimento da trama ou das relações entre os protagonistas.
O roteiro também sofre com inconsistências estruturais, especialmente na relação entre os protagonistas. A diferença de idade entre Han Jae-hui e Nam Han-jun é tratada de forma confusa: a personagem, apresentada inicialmente como uma menina de cerca de 12 anos, surge anos depois com uma maturidade desproporcional ao tempo transcorrido. A sensação é de que o roteiro ignora o fator temporal, como se o envelhecimento afetasse apenas parte do elenco.
Não fica claro se os roteiristas buscavam criar uma justificativa narrativa para o fato de Nam Han-jun não reconhecer Jae-hui após sair da prisão, ou se se trata apenas de descuido na escrita — o que, de toda forma, compromete a credibilidade da história.
Outro ponto que pesa contra a série é a resolução do crime central, conduzida de forma milagrosa e apressada, entre exageros performáticos do protagonista e piadas de gosto duvidoso. Entre elas, vale mencionar as que ridicularizam a irmã de Han-jun por sua aparência e falta de higiene — um humor que reforça estereótipos e até preconceitos velados, como o direcionado a pessoas de cabelos cacheados.
O desfecho, infelizmente, é tão descuidado quanto o caminho percorrido até ele, entregando uma conclusão simplista para uma trama que, com um roteiro mais consistente, poderia ter explorado melhor o contraste entre mistério e comédia.
Se há méritos em Café Minamdang, eles ficam restritos à fotografia e à trilha sonora — ambos elementos competentes, ainda que insuficientes para sustentar a obra. No conjunto, a série se mostra um exemplo claro de como um bom conceito pode se perder em meio a escolhas equivocadas de tom e execução.
Em suma, uma comédia que tenta ser espirituosa, mas tropeça no próprio excesso.
Essa série estava na minha lista há anos, e foi graças a um empurrãozinho da minha amiga Paola que finalmente decidi assistir à produção que, segundo ela, era uma comédia imperdível.
Confesso que tenho um gosto bastante variado quando se trata de produções audiovisuais, e o único gênero que realmente evito são os filmes de terror mais modernos. Os antigos eu até apreciava, mas, com o tempo, os jump scares e o foco exagerado no susto acabaram tirando o prazer da experiência.
A comédia, por outro lado, sempre foi um dos meus gêneros favoritos. E muitas das que assisti — e comento aqui no site — me agradaram imensamente, como Mulher Forte Do Bong Soon, A Lenda do Mar Azul, Meu Amor das Estrelas e Chicken Nugget (esta última, com algumas ressalvas).
No entanto, Café Minamdang não me causou a mesma boa impressão. Embora aprecie o humor físico, a série se perde em piadas inapropriadas para o contexto e para os próprios personagens, que frequentemente agem de maneira caricata, infantilizada e sem qualquer coerência narrativa. Em diversos momentos, o humor parece deslocado, mais interessado em provocar risadas fáceis do que em contribuir para o desenvolvimento da trama ou das relações entre os protagonistas.
O roteiro também sofre com inconsistências estruturais, especialmente na relação entre os protagonistas. A diferença de idade entre Han Jae-hui e Nam Han-jun é tratada de forma confusa: a personagem, apresentada inicialmente como uma menina de cerca de 12 anos, surge anos depois com uma maturidade desproporcional ao tempo transcorrido. A sensação é de que o roteiro ignora o fator temporal, como se o envelhecimento afetasse apenas parte do elenco.
Não fica claro se os roteiristas buscavam criar uma justificativa narrativa para o fato de Nam Han-jun não reconhecer Jae-hui após sair da prisão, ou se se trata apenas de descuido na escrita — o que, de toda forma, compromete a credibilidade da história.
Outro ponto que pesa contra a série é a resolução do crime central, conduzida de forma milagrosa e apressada, entre exageros performáticos do protagonista e piadas de gosto duvidoso. Entre elas, vale mencionar as que ridicularizam a irmã de Han-jun por sua aparência e falta de higiene — um humor que reforça estereótipos e até preconceitos velados, como o direcionado a pessoas de cabelos cacheados.
O desfecho, infelizmente, é tão descuidado quanto o caminho percorrido até ele, entregando uma conclusão simplista para uma trama que, com um roteiro mais consistente, poderia ter explorado melhor o contraste entre mistério e comédia.
Se há méritos em Café Minamdang, eles ficam restritos à fotografia e à trilha sonora — ambos elementos competentes, ainda que insuficientes para sustentar a obra. No conjunto, a série se mostra um exemplo claro de como um bom conceito pode se perder em meio a escolhas equivocadas de tom e execução.
Em suma, uma comédia que tenta ser espirituosa, mas tropeça no próprio excesso.

Roteiro: 6
Direção: 9
Elenco: 7
Fotografia/arte: 8
Potencial de replay: ♥
Nam Han Joon é um ex-perito criminal, que agora trabalha como um xamã. Ele e seus companheiros de equipe administram o Café Minamdang, o disfarce perfeito para encobrir seu verdadeiro objetivo: investigar crimes sob o pretexto do xamanismo. Com sua beleza e lábia perfeita, ele atrai clientes e os engana por dinheiro, mas também se envolve em seus casos e ajuda a resolvê-los. Tudo ia bem até que seu caminho cruza novamente com o da Detetive Han Jae Hee, uma veterana da Unidade de Crimes Graves que além de muito entusiasmada com seu trabalho também é muito determinada a seguir o caminho da justiça. Juntos, e com uma relação clássica de amor e ódio, os dois buscam descobrir a verdade sobre a morte do Promotor Han, irmão da Detetive Han e melhor amigo de Han Jun. (Fonte: AnimesCX)


