
6.7
Classificado como 6.7 de 10
O que me levou a assistir Twelve / Os Doze foi uma promessa tentadora: ver Park Hyung Sik interpretando um vilão. E, como boa fã de k-dramas, embarquei nessa jornada que mistura fantasia, ação e mitologia oriental — com resultados, digamos, questionáveis mesmo com o elenco gigante estelar como Ma Dong-Seok, Park Hyung-Sik, Seo In-Guk, Sung Dong-Il, Lee Joo-Bin, Ko Kyu-Pil, Kang Mi-Na, Sung Yoo-Bin, Ahn Ji-Hye e Regina Lei.
A premissa é curiosa: doze anjos vivem disfarçados como humanos para proteger a Península Coreana de espíritos malignos. Mas não são anjos comuns — cada um representa um animal do zodíaco oriental. Há séculos, eles selaram uma entidade demoníaca poderosa, sacrificando quatro dos seus. Os oito restantes, tomados pela culpa, se retiraram do mundo humano e prometeram nunca mais interferir. Até que, nos dias atuais, o selo começa a enfraquecer e O-gwi (Park Hyung Sik), um espírito maligno ancestral, ressurge com planos de mergulhar o mundo no caos.
Super-humanos com força, mas sem profundidade
Ma Dong-seok lidera o grupo como Tae-san, o Tigre, e entrega exatamente o que se espera: força bruta e socos bem coreografados. Os demais anjos também têm habilidades, mas nada que realmente impressione. Mirr (Lee Joo-bin), o Dragão, consegue “soprar” os inimigos (sim, literalmente), enquanto Don-yi (Ko Kyu-pil), o Porco, fala com animais — o que o torna o único capaz de se comunicar com Bang-wool (Regina Lei), a Cobra, muda e farmacêutica do grupo. Curiosamente, a atriz é taiwanesa e fala mandarim, o que justifica a escolha narrativa.
Apesar do elenco estelar, a série perde força ao longo dos oito episódios. A audiência caiu pela metade, e não é difícil entender o motivo. A trama, embora curta, não se sustenta. O roteiro é frágil, previsível e não consegue explorar o potencial dos personagens. A introdução já entrega os pontos fracos: os signos não influenciam diretamente a ação, e todos os anjos são essencialmente humanos — o que deveria aproximar o público, mas acaba criando um distanciamento.
O vilão que rouba a cena (e salva a série)
Park Hyung Sik, como O-gwi, é o grande destaque. Mesmo sendo o antagonista, sua presença magnética e carisma fazem com que seja impossível vê-lo como totalmente maligno. Ele rouba a cena sempre que aparece — e, ironicamente, é o corvo (animal que nem faz parte do zodíaco) quem dá vida à narrativa.
Outro ponto que decepciona é a fragilidade do Dragão, que deveria ser o mais poderoso. Ao invés disso, é o mais “fora da caixa” e menos impactante, quebrando expectativas.
Fanfic disfarçada de fantasia épica
Twelve / Os Doze é, no fim das contas, uma fanfic com produção de alto nível. As situações são previsíveis, os momentos de tensão não geram empatia, e o perigo iminente nunca parece real. O distanciamento emocional é constante, e o roteiro não ajuda a criar vínculos com os personagens.
Ainda assim, o final deixa pistas de uma possível continuação — talvez apostando no carisma de O-gwi para tentar salvar o que não funcionou.
Se você curte k-dramas com pegada mitológica e está disposto a embarcar em uma fantasia leve, Twelve / Os Doze pode ser uma experiência curiosa. Mas se espera profundidade, coerência narrativa e personagens bem desenvolvidos, talvez seja melhor procurar outro título na sua lista.

Roteiro: 6
Direção: 9
Elenco: 7
Fotografia/arte: 8
Potencial de replay: ♥
Há muito tempo, 12 anjos do zodíaco lutaram contra espíritos malignos para proteger a raça humana. Graças ao sacrifício dos anjos, as forças malignas foram seladas nos portões do Inferno. A paz também foi encontrada. Mas, o mal desperta novamente e o mundo humano é lançado no caos. Contra um grupo de seres malignos, incluindo O Gwi, os 12 anjos do zodíaco, liderados por Tae San, que simboliza o tigre, entram em uma batalha épica. (Não disponível por meios oficiais no Brasil)


