
8.8
Classificado como 8.8 de 10
Eu adoro a variedade de gêneros que podemos acompanhar nas produções da Coreia do Sul. Entre romances e fantasias, há também a possibilidade de mergulhar em thrillers investigativos cheios de ação, com conspirações políticas que até pouco tempo atrás acreditávamos que somente Hollywood seria capaz de produzir. Com Polaris: Conspiração Política, essa impressão foi superada.
Mesmo com pequenos deslizes, o drama vai além do básico, superando-se pelo enredo principal focado no comércio internacional e político de armas de guerra. Como mencionei, esse tipo de trama estávamos acostumados a ver no soft power americano, em filmes de sucesso como James Bond, Missão Impossível e tantos outros. E, é claro, não podemos esquecer de adicionar uma pitada daqueles filmes de guarda-costas, pois sem o romance a história perde a força, e o famoso MacGuffin — a construção do submarino nuclear e a descoberta da sua origem e destino, que pode desencadear uma guerra na Península Coreana.
Nessa trama, a diplomata Seo Munju (Jun Ji-hyun) precisa ser protegida por Paik Sanho (Gang Dong-won), e essa relação nos guia por toda a jornada da série, na qual personagens tanto do Leste Asiático quanto dos EUA interferem no conflito iminente.
Outro ponto positivo foi o protagonismo feminino em todos os lados do conflito: a sogra Lim Ok-seon (Lee Mi-sook) e a presidente da Coreia do Sul Chae Kyung-sin (Kim Hae-sook), cada uma com sua personalidade e importância.
Toda a correria segue um ritmo bastante intenso e interessante em quase toda a série, o que é bem aproveitado em seus nove episódios. O roteiro se encaixa perfeitamente na jornada de Seo Munju e seu guardião, onde tudo conspira contra ela de maneira surpreendente, como se fosse a pessoa mais azarada do mundo. Isso aumenta a tensão e o romance do casal, em uma versão super atualizada de qualquer filme de guarda-costas. Eles têm um relacionamento para lá de quente, formando um casal maravilhoso.
A trama se fecha como deve, embora deixe um gancho que pode desagradar quem gosta de finais felizes ou talvez mereça uma segunda temporada. No entanto, me parece difícil que isso aconteça.
Mas nem tudo são flores. No início, a atriz Jun Ji-hyun parece estar deslocada da personagem. Entendo que a intenção era demonstrar o quão recatada e profissional ela era, contudo, ficava claro que ela deveria ser assim em público, como a profissão exigia, e não em todos os momentos, onde parecia não esboçar nenhuma emoção. Esse problema melhora da metade para o final da série, mas desliza novamente nos últimos 15 minutos. Deixo claro que isso não chega a atrapalhar a experiência total, mas não poderia deixar de sinalizar, como fiz com outros atores aqui no site.
No geral, esse kdrama é recomendado para quem curte o gênero e chegou em um momento em que o enredo pode se confundir com a história atual que estamos vivendo. Do mesmo modo que no passado os americanos nos “bombardearam” com filmes sobre a Guerra do Vietnã e a Guerra Fria, agora a bússola vira para o Leste, e chega o momento de vermos conflitos que podem existir em outros países, mesmo com uma grande dose de ficção e fantasia.

Roteiro: 9
Direção: 7
Elenco: 8,5
Fotografia/arte: 9,5
Potencial de replay: ♥♥♥♥♥ (pelo casal principal).
Quando um atentado é cometido contra um candidato à presidência, a ex-diplomata Seo Munju acaba descobrindo uma conspiração que ameaça a estabilidade da Península Coreana. Protegida por Sanho, um ex-soldado, será que Munju pode confiar nesse mercenário misterioso ou há algo mais por trás de tudo?
Elenco: Jun Ji-hyun, Gang Dong-won, Lee Mi-sook, Park Hae-joon, Oh Jung Se, Lee Sang-hee, Joo Jong-hyuk, Park In-hwan, Jung Young-sook


