
7.2
Classificado como 7.2 de 10
Depois de um ano e quatro tentativas, finalmente consegui terminar o kdrama “Os Casamenteiros“, com Rowoon e Cho Yi-Hyun.
De certa maneira, foi até bom ter demorado tanto tempo, pois justamente a parte mais importante do plot eu só fui aprender há pouco tempo, o que, a meu ver, torna essa série mais importante do que ela parece à primeira vista. Por isso, esta resenha terá um peso informativo, embora a história por si só seja bem simples.
O jovem plebeu Sim Jung-Woo (Rowoon) é escolhido para se casar com a princesa, mas se torna viúvo no dia do casamento. Pelas regras, ele não pode se casar novamente, mesmo tentando em vão provar que o casamento não foi consumado.
Por outro lado, temos a jovem, também viúva, Jung Soon-Deok (Cho Yi-Hyun), que assume a identidade de Yeoju, uma casamenteira. Para isso, ela usa uma maquiagem que a torna “irreconhecível”, já que ela é uma “esposa virtuosa”. E é aí que entra a parte mais importante da história.
Jung Soon-Deok era uma mulher virtuosa, e é por isso que ela usa essa segunda identidade. Essa condição a proibia de ter contato com qualquer homem e a impedia de casar novamente, sob pena de desonra da família, as chamadas Yeolnyeo, ou até algo mais grave que isso.
E é aí que a história toma uma dimensão interessante. Não descobri o real motivo histórico ou não, pelo qual o rei queria casar seu primogênito, mas ele exigia que todas as solteironas casassem primeiro para que seu filho tivesse “caminho livre para o casamento”. Por isso, ele pede a Sim Jung-Woo que arranje um casamento para as únicas três moças solteiras do lugar. É nesse ponto que os dois protagonistas se encontram e a história começa.
De fato, os cinco primeiros episódios são difíceis de engatar, talvez pela atuação do Rowoon, que parece ser mais do mesmo, e na da Cho Yi-Hyun. Suas histórias, quando vistas de maneira isolada, deram muito certo, e eles são muito bons juntos. No entanto, quando vistos como um todo, dá a impressão de que algo não estava bem encaixado, e que os coadjuvantes mereciam mais espaço em meio à famosa trama da corte contra o rei.
A direção inovou com passagens de quebra da quarta-parede, legendas explicativas em momentos pontuais, uma variedade interessante de posicionamento de câmera, e, juntamente com uma produção que caprichou na fotografia e no figurino.
No geral, a história pode prender de fato, depois do episódio cinco, quem é romântico e quer assistir a uma série fofa e com momentos divertidos. Isso, claro, em meio à fantasia da dupla identidade de Jung Soon-Deok, que não foi “reconhecida” nem pelo próprio irmão (parece eu com a minha prosopagnosia), e com um final que achei perfeito, diante dos impedimentos que os protagonistas tinham em suas vidas em meio a um plot tão importante que é o não direito de se casar novamente e que tenho certeza teve mais impacto nos telespectadores da Coreia do Sul do que nós aqui no Brasil que somos alheios a essa parte da história.

Roteiro: 6
Direção: 9
Elenco: 7
Fotografia/arte: 8
Potencial de replay: ♥♥
Desde que perdeu o marido, Jeong Soon Deok (Cho Yi Hyun) tem vivido uma vida agitada trabalhando como casamenteira para solteiros qualificados e noivas em potencial. O caminho de Soon Deok se cruza com o de Shim Jeong Woo (Rowoon), um acadêmico talentoso cuja noiva princesa morreu logo após o casamento. Juntos, essa dupla deve unir suas estratégias para encontrar os pares perfeitos para um grupo de mulheres nobres. No entanto, ao fazer isso, vai ficar difícil não perceber que os dois cupidos também formam o casal perfeito. Esta série de drama sul-coreana de 2023 foi dirigida por Hwang Seung Gi e Kim Soo Jin. (Viki)


